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    sexta-feira, 9 de abril de 2010

    Análise Crítica do Filme - O Terminal



    No filme O Terminal a história se inicia com a chegada de Viktor Navorski (Tom Hanks), oriundo de Krakozhia (país fictício do leste europeu que acaba de sofrer um golpe de estado) ao aeroporto Kennedy.
    Ao tentar obter a liberação para entrar na América, ele é surpreendido com a suspensão de seu passaporte e fica preso naquele local até que a situação de seu país seja resolvida.
    Nesse momento, o personagem encontra-se ilhado num lugar onde ele só consegue regular-se identificando os símbolos: as cores dos formulários que ele associou às informações prestadas pela funcionária do aeroporto, as cores dos carimbos que ela usava que diziam se ele estava autorizado ou não a entrar no país (verde ou vermelho), placas de piso molhado, de identificação dos sanitários masculino e feminino, sons, o movimento das câmeras, ou utilizando o seu conhecimento primário da língua local.
    Após não obter sucesso em sua tentativa de estabelecer comunicação com o diretor do aeroporto Frank Dixon que tenta orientá-lo, ele ouve o hino de seu país e, o associando às imagens que via na TV, ele se dá conta da dimensão do problema em que foi imerso: ‘se tornou um cidadão de lugar nenhum’.
    A partir daí o personagem vê a necessidade de compreender o código local para se comunicar e dar prosseguimento aos seus objetivos. Então ele utiliza dois guias da cidade de Nova Iorque um em Inglês e o outro em Russo, e comparando-os ele começa a aprender os primeiros termos da língua inglesa.
    As relações afetivas e profissionais estabelecidas por Viktor são determinantes para o seu sucesso no filme, e pode ter sua importância percebida especialmente no final quando ele é liberado voluntariamente pelos policiais em detrimento às ordens do diretor do aeroporto, para ir buscar o autógrafo do ídolo de seu pai na cidade de New York.
    Podemos afirmar que o filme trata de uma situação e de uma sociedade na qual estamos todos relativamente e involuntariamente inseridos na qual a informação, o domínio das linguagens, as relações interpessoais, o emprego da habilidade de se adaptar e de aprendizagem são fundamentais.
    Quando o assistimos, ele nos leva a refletir sobre estas questões que são valores intrínsecos do homem, como parte integrante da compreensão holística do ‘ser humano social’.