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    quarta-feira, 19 de maio de 2010

    Onde está o problema?


    Shirleine Ap. Larubia Gimenes
    Psicóloga do N.D.H

    Quando a vida profissional parece estar emperrada. A pergunta que se faz é: Onde está o problema? Se a primeira resposta que vem à sua mente é: “culpa da organização” ou “culpa dos colegas que trabalham comigo”.Cuidado! Pois pelo que se conhece das empresas, nenhuma obriga o colaborador permanecer na instituição, caso este queira ir embora. Outro aspecto que merece relevância é a mera constatação de que é demasiadamente estressante delegar o seu crescimento e êxito exclusivamente a terceiros.Então vamos reformular a questão? Ao invés de a onde está o problema? O que posso fazer dentro da minha área de atuação para transformar meu trabalho para melhor? Responda-me: Quem é você? É aquele que traz problemas? Ou traz soluções?A abordagem cognitiva comportamental distingue duas maneiras de enfrentar problemas:Um é conhecido como estratégia de enfrentamento centrada na emoção. Neste processo, é comum o indivíduo procurar culpados, sendo que em muitas vezes pessoas e problemas viram uma coisa só. Ao invés do discurso “Errei, estou com um problema para ser solucionado”, estes profissionais pensam: “Errei, sou incompetente e serei visto como incompetente”. Não é incomum neste tipo de estratégia, as pessoas ocultarem delas mesmas e dos outros, as possíveis falhas que possam ter cometido, dificultando a resolução da questão. Este processo é muito desgastante, pois a energia interna geralmente é dispersa em mágoa, estresse por se sentir vulnerável e dependente de terceiros, sobrando pouco espaço para a solução e o que é pior, há a persistência do problema que eterniza o ciclo do sofrimento até que o entrave seja solucionado. A dificuldade em ver a questão com certo distanciamento do SER impede a visão objetiva do que ocorre realmente.A outra é a estratégia centrada no objeto, em que a pessoa consegue se distanciar do problema, conseguindo percebê-lo de maneira objetiva, facilitando desta forma, o acesso às soluções. Neste processo, o indivíduo percebe a dificuldade como um desafio a ser superado e que tal situação não ESTÁ atrelada necessariamente ao SER COMPETENTE. Nesta condição há consciência de que processos não eficientes precisam de reajustes, passíveis de aprimoramento e aperfeiçoamento. Ora, não queremos pregar aqui a apologia da falta de responsabilidade, mas sim do direcionamento da energia e atenção para realmente resolver o problema e aprimorar o sistema. Nesta condição, a probabilidade de ocorrer a ampliação de percepção, conhecimento e conseqüentemente competência é muito grande.A questão emergente é: como adotar a segunda forma de atuação?A primeira atitude, sem dúvida, é ter a coragem de encarar o processo de maneira sistêmica, em que a pessoa não só avalia a sua ação, como também a interação desta com o trabalho das demais pessoas e departamentos que tem relação com seu trabalho. Esta visão viabiliza o encontro de SOLUÇÕES mais eficazes para todos, com menos desgaste e estresse.Para este fim, faz-se necessário o PLANEJAMENTO e ACOMPANHAMENTO de processos, para saber o que está funcionando e o que não está funcionando, visando o aprimoramento do sistema (percepção sistêmica).Parabéns!!! Provavelmente você estará com uma percepção mais apurada e mais segura, com uma conduta proativa.Agora você está preparado para construir uma comunicação mais clara e assertiva, como também terá recursos para encontrar SOLUÇÕES E NOVAS OPORTUNIDADES para o seu crescimento e da organização que está inserido.Talvez a empresa não acate as suas sugestões no momento, mas ela saberá que você está empenhado na busca de respostas para o crescimento e não está somente trazendo... Ou procurando... ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

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