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    quinta-feira, 10 de junho de 2010

    APO PSICOLOGIA

    KANAANE, Roberto. O homem: trabalho e participação no quadro geral do desenvolvimento organizacional. In: – Comportamento humano nas organizações: O homem rumo ao século XXI – 2ª ed. – São Paulo: Atlas, 1999.


    O homem é um ser de relações sociais que reproduz em seu comportamento os valores sociais que adquiriu ao longo de sua vida. Estes valores não são postos em prática em sua totalidade. O homem modifica o seu comportamento de acordo com o grupo social em que está inserido, como uma estratégia para alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.
    Os trabalhadores em geral apresentam diversos graus de insatisfação diante do trabalho que executam por não possuírem neste, qualidade de vida.
    Geralmente as empresas não estão voltadas para a adequação dos sistemas de trabalho em prol do benefício do trabalhador e esta atitude é indispensável para se obter motivação, além de ter um ambiente de trabalho e um sistema gerencial que atenda às expectativas dos trabalhadores. Entende-se globalmente por ‘motivação’ um conjunto de condutas, tais como: comportamento, vontade de inovar ou aceitar mudanças, criatividade e colaboração.
    Os indivíduos podem encontrar estruturas organizacionais facilitadoras, que lhe proporcionem qualidade de vida, desta forma corroborando para um ganho de produtividade que levará ao desenvolvimento organizacional, ou impeditivas (coercitivas), onde há a atuação de poderes econômicos, sociais e políticos arbitrários, que controlam a ação do trabalhador, lhe diminuindo a capacidade de atuar ativamente no ambiente de trabalho.
    Há a necessidade de que o homem tenha um comportamento empático e intuitivo. Deve saber conviver, saber relacionar-se com seus semelhantes, tanto no ambiente social como no trabalho. O homem, enquanto ser social, interage de múltiplas formas, executando diversos papéis nas organizações das quais ele faz parte. Os conflitos nas organizações são normais e a sua administração deve ser feita sob a forma de participação, pela integração dos objetivos pessoais do empregado.
    Observa-se nas empresas a participação financeira, baseada na remuneração e a participação social, baseada nos valores, objetivos e auto-estima do empregado.
    A organização não deve utilizar formulas mágicas (modelos prontos) como sua ideologia. Precisa desenvolver a partir de suas experiências empíricas a forma de gerir e controlar o capital humano.
    Uma das formas de desenvolver este modelo gerencial é a consultoria interna, a partir do feedback dos funcionários pertencentes à organização ou a consultoria externa, por meio de funcionários contratados via terceirização de serviços.
    A organização deve avaliar periodicamente os processos, treinamentos e desenvolvimento dos indivíduos, para que as disfunções sejam diagnosticadas e corrigidas.
    Quando as organizações se certificarem da importância de valorizar o potencial humano, elas estarão abrindo canais para que os indivíduos possam gradualmente ampliar as idéias acerca de si mesmos, dos outros e da própria organização.
    O desenvolvimento organizacional serve para ajustar missão e objetivos da empresa, envolvendo mudanças estruturais e atitudinais, visando adaptação à sua realidade interna e externa.
    O autor conclui identificando todos nós como co-responsáveis pela mudança organizacional.

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