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    segunda-feira, 7 de junho de 2010

    A importância do conhecimento humanístico para a carreira do administrador.


    A especialização, a rigidez, a inaptidão para comunicar ou interagir nos programas e no comportamento dos estudantes, são características do modelo atual de formação do administrador, fatos estes que foram e são muito contestados.
    O texto visa apontar um norte para a formação dos bacharéis em administração, que utilize solidamente os conhecimentos humanísticos para proporcionar ao gestor uma visão holística dos mercados e do mundo.
    Os autores sugerem que apesar das diversas críticas, o pensamento administrativo não foi profundamente e amplamente avaliado. Ele acredita que o curso de administração de empresas é genérico demais, não possibilitando ao docente adquirir conhecimentos acadêmicos suficientes para exercer a sua função de forma plena em todos os tipos de organizações.
    Haveria então a necessidade de contemplar diversas disciplinas, conhecidas por “as grandes áreas da administração”, desta forma potencializando a superficialidade com que são abordados os assuntos, em especial da carreira de ciências sociais.
    Um dos estímulos a esta configuração de ensino está embasado nas pretensões dos formandos. Eles estariam mais preocupados em se inserir no mercado de trabalho em detrimento da produção de conhecimento científico ou da especialização. Os alunos do curso de administração são generalizados pelos autores como imediatistas e de postura essencialmente pragmática.
    Além disso, Cunha e Gomes (2009) afirmam que existem alguns professores que não possuem um comprometimento real em transferir o seu conhecimento teórico, desta forma utilizando-se do ‘pacto corrupto’ – conforme citado no texto. 
    Dessa forma, os alunos não desenvolvem pensamento crítico a respeito dos conteúdos que estudam, alheando-se a inúmeras questões, havendo uma rejeição dos alunos no aprendizado da teoria. O estudo da administração vem sendo resumido a uma receita de bolo, sugerindo-se um conjunto de técnicas que supostamente resolverão os problemas organizacionais.
    Segundo o texto, a teoria é o alicerce da técnica e o ambiente organizacional é dinâmico, apresentando muitas vezes situações nas quais são necessárias uma racionalização do problema a fim de adequar as técnicas adquiridas a contextos novos e específicos.
    De acordo com os autores, o pragmatismo de alunos e professores compromete completamente a disseminação da teoria social que, por conseqüência, compromete o espaço do pensamento crítico, resultando na reprodução permanente do sistema. O que prejudica alunos, professores, futuros administradores e à ciência como um todo.
    A globalização e, mais especificamente, o mercado mundial, necessita de um administrador com conhecimentos de ciências sociais, capaz de pensar a sobrevivência das organizações e os problemas da coletividade diretamente ligada a estas. E que possam, alicerçados na teoria social, buscar soluções a problemas que somente o ensino tecnicista não resolve por completo.
    Conforme citado no texto, o bacharel devia ser capaz de agregar aos conhecimentos técnicos, sólidos conhecimentos sociais. Por exemplo, um gestor de Recursos Humanos deveria ter domínio da Antropologia e um gestor da área de Marketing ter domínio da Lingüística.
    Os autores concluem que, o novo administrador deve saber o seu papel na democracia participativa e na melhoria das condições sociais, sendo um agente de mudanças na organização em que ele atua.

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